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Pesquisa revela que 93 milhões de americanos não têm acesso à banda larga

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Segundo levantamento de agência do governo dos EUA, preço do serviço e falta de conhecimento de informática são principais empecilhos à adoção.

 

Uma pesquisa da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês) mostra que o custo e a falta de habilidade em informática são as principais razões pelas quais um terço dos americanos não tem internet de alta velocidade em casa.

A pesquisa “Broadband Adoption and Use in America” (adoção e uso de banda larga nos EUA), divulgada nesta terça-feira (23/2), revela que 93 milhões de adultos e crianças com 5 anos ou mais não têm internet banda larga em casa – cerca de 35% do país.

A descoberta aponta para uma crescente divisão digital em acesso à internet, já que empresas como o Google estão interessadas em investir em conexões supervelozes para casas e escritórios usando fibras ópticas que, na opinião de muitos, servirá a usuários mais ricos.

Desafio
“Nós precisamos enfrentar o desafio de conectar 93 milhões de americanos à nossa futura banda larga”, afirmou o presidente da FCC, Julius Genachowski, em declaração . “No século 21, uma divisão digital é uma divisão de oportunidades.”

Ele acrescentou que a criação de empregos e a competitividade global dos EUA exige que “todos os americanos tenham as habilidades e os meios para participar ativamente da economia digital”.

A pesquisa entrevistou por telefone, em meados de outubro, 5.005 adultos, dos quais 2.334 disseram não ter banda larga em casa. Ela precede a entrega, pela FCC, de um Plano Nacional de Banda Larga ao congresso americano.

Neste plano, que deverá ser entregue em 17 de março, a FCC deverá detalhar uma estratégia para conectar os EUA a uma banda larga de custo acessível e, com isso, ajudar o país a criar emprego e crescimento econômico.

Linha discada
Para efeito da pesquisa, a categoria de usuários domésticos de banda larga incluiu aqueles que utilizavam uma das seguintes tecnologias: cable modem, DSL, linha fixa sem fio, fibra óptica com satélite, T-1, ou uma conexão sem fio de banda larga em um PC ou celular. Nenhuma velocidade foi especificada. A pesquisa também revela que 6% dos americanos ainda usam internet discada de suas casas.

A pesquisa encontrou três principais barreiras à adoção de banda larga: preço, conhecimento sobre informática e relevância.

Dos que não têm banda larga, um terço disse que o preço era o principal problema: a taxa mensal era muito cara; eles não podiam comprar um computador; a taxa de instalação era muito cara; ou eles não queriam aderir a um contrato de serviços de longa duração. A pesquisa descobriu que a conta média mensal de banda larga, considerando todos os usuários, é de 41 dólares.

Cerca de 22% disseram que eles não tinham conhecimentos de informática ou estavam preocupados com os perigos de ingressar no mundo online, incluindo a segurança de suas informações pessoais ou a exposição a conteúdo impróprio.

E cerca de 19% disseram não contratar banda larga porque acham que a internet é uma perda de tempo ou não veem qualquer conteúdo online de interesse. Os usuários de linha discada disseram estar satisfeitos com o serviço.

John Horrigan, o autor do relatório de 51 páginas divulgado com a pesquisa e diretor de pesquisa do consumidor da Omnibus Broadband Iniciative, disse que serão necessárias múltiplas respostas para solucionar a questão da banda larga nos EUA. Elas incluem custos menores de serviços e de equipamentos, a ajuda a comunidades para que elas desenvolvam suas habilidades em informática, e a divulgação de conteúdos que possam ser relevantes para suas vidas.

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